quarta-feira, 29 de julho de 2015

A graça e a elegância dos paulistas de outrora...

Cavalheiros e Damas, encomendem suas luvas em uma das esquinas mais charmosas de São Paulo.
Com sua peculiar decoração, uma gigante mão adornando a porta, Scaramella & Machado já funcionava antes de 1905 (data da foto) no Largo da Sé. No novo endereço denominado "A esquina dos quatro cantos, "À Luva Paulistana" fabricava luvas em pelica para homens e mulheres, e como as outras três existentes no ramo, também importava "luvas de fantasia" com materiais menos nobres, aceitava encomendas e seguindo o padrão da sociedade industrial da época, respondendo ao apreço da rapidez, as confeccionava em apenas uma hora.
O endereço desta preciosidade do passado, Rua Direita 53.
Fotografia original de Aurélio Becherini, 1910.
Arte de colorização de Reinaldo Elias da página Colorizando o Passado - Restauração e colorização de fotos.

Dois tempos e uma cidade...

Palacete Conde de Sarzedas, hoje Museu do Tribunal da Justiça, tombado em 2002, sua história acompanha o desenvolvimento de toda a região da Liberdade. Ao fundo refletindo o céu, temos o Edifício Conde de Sarzedas, idealizado pela Fundação Carlos Chagas para ser o novo espaço do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo tem 29.400m² de área construída, num terreno 2.388,00m².

Sem o Castelinho, o edifício Conde de Sarzedas seria apenas mais um aranha-céu perdido e anônimo entre milhares de outros, na capital paulista.
Saiba mais, aqui

Fotografia: Adar Rodrigues.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Avenida 09 de julho e a Praça 14 bis, em um raro registro colorido.

Década de 50, São Paulo.

O "chá das cinco" em São Paulo.

Uma das tradicionais casas de comércio da cidade, A Casa Alemã é conhecida dos memorialistas de São Paulo, como expressão do comércio "chic" paulistano. Porém pouco se fala em sua origem na Rua 25 de março e de seus consumidores de baixa renda que deram sustento ao que se tornaria um dia. Seus fundador, Daniel Heyndereich se fixou em São Paulo por volta de 1880, ainda em sua terra natal, na Alemanha, trabalhou em uma loja de ferragens, mas tinha o ideal de ter seu próprio negócio.
A Casa Alemã passou por alguns endereços, sofreu alguns incêndios, foi concorrrente do Mappin, sofreu com a II Guerra Mundial muitas perdas financeiras e sobreviveu até 1959, quando encerrou suas atividades.
E junto a ela, acabara-se o costume dos salões de chá, os anos 60 trouxeram a irreverência, a nova moda e costumes liberais, arquivando assim lembranças de toda uma geração. O mundo dos salões de chá era civilizado demais para a modernidade.

Fotografia: Salão de Chá da Casa Alemã, localizado na Rua Direita.

São Paulo, década de 30.